Começou período negocial de 60 dias do acordo entre EUA e Irão

Começou período negocial de 60 dias do acordo entre EUA e Irão

Nestes 60 dias deverão ser negociados o programa nuclear iraniano e as sanções contra Teerão.

RTP /
Eric Lee - Reuters

O vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, indicou que o prazo de 60 dias de negociações de um acordo de paz final com o Irão, incluindo o programa nuclear iraniano e as sanções contra Teerão, começou esta quinta-feira.

Em conferência de imprensa na Casa Branca, o líder norte-americano disse que "o prazo de 60 dias começou oficialmente hoje", no seguimento da assinatura do memorando de entendimento, que estabelece o quadro negocial entre os dois países

"Penso que, tecnicamente, a assinatura ocorreu hoje, à hora do Irão. Portanto, sim, o acordo começou ontem [quarta-feira] e vamos começar a contar o prazo de 60 dias a partir de hoje", declarou J.D. Vance.

O documento foi assinado eletronicamente pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, e marca o arranque do período de dois meses de conversações de paz, centradas no programa nuclear iraniano e no levantamento de sanções a Teerão.

J.D. Vance disse que planeia participar no processo negocial, a decorrer na Suíça, levantando a hipótese de viajar já no próximo fim de semana.

"Esse ainda é o plano, mas pode mudar, porque não é fácil obter respostas de um país como o Irão, por isso vamos tentar descobrir exatamente quando é que isso vai acontecer. Imagino que seja este fim de semana, mas não tenho a certeza", afirmou.
"O problema de Israel não é Donald Trump"
O vice-presidente deixou ainda palavras duras aos israelitas críticos deste acordo, aconselhando que talvez não fosse o mais bem pensado "estar a atacar o único aliado poderoso" que ainda têm.

Falando aos jornalistas na Casa Branca, J.D. Vance lembrou que Trump era "o único chefe de Estado em todo o mundo que é simpático para a nação de Israel neste momento" e repreendeu membros do governo israelita por a maioria das armas defensivas do Estado judeu terem sido fornecidas através de financiamento dos EUA.

"O problema para Israel não é Donald J. Trump e qualquer pessoa em Israel que acha que o seu maior problema é o presidente dos Estados Unidos precisa de acordar e perceber a situação em que o país se encontra", disse Vance.

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